quarta-feira, 2 de março de 2011

PROLIBRAS 2010/2011

A Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC, em parceria como o MEC/INEP, realizará também a quinta edição do exame nacional de certificação PROLIBRAS (denominado PROLIBRAS/2010), cujo cronograma é o seguinte:
Inscrições: de 01/03 a 31/03/2011
Prova Objetiva: 01/05/2011
Prova Prática: a partir de 03/05/2011

Confira detalhes no Edital Completo AQUI

Outras informações estão disponíveis no site www.prolibras.ufsc.br.

Boa Sorte a todos!!!

domingo, 28 de novembro de 2010

II CONGRESSO DE PESQUISA EM TRADUÇÃO E INTERPRETAÇÃO – Breve relato

Participar deste congresso foi uma experiência extremamente gratificante e produtiva. Além de podermos nos aperfeiçoar com um mini curso “Fundamentos para a interpretação de língua de sinais – Nível I”, ministrado por Ronice Müller de Quadros, que dispensa apresentação, pudemos também nos situar em o que acontece pelo mundo, com palestrantes de vários países como Portugal, Inglaterra e EUA e das melhores universidades do Brasil. Assim, pudemos perceber que existem tantos temas ainda não explorados e que, a despeito da língua, da geografia e da cultura, também compartilhamos de muitos aspectos comuns, sempre abordados ao mais alto nível e acrescentando experiência à nossa bagagem como intérpretes. Certamente saímos de lá muito melhores do que quando ali chegamos.
O ponto que talvez não tenha sido o mais alto, mas, sem dúvida o mais interessante ou quem sabe, intrigante, foi poder presenciar uma palestra em ASL ou outra em Língua de Sinais Internacional sendo interpretada para a LSB por intérpretes surdos, e traduzida para o português simultaneamente. Realmente inesquecível!
No mini curso, Quadros, com simplicidade, didática e competência nos ensinou os passos para uma boa tradução, a começar com a construção da imagem mental, passando pela identificação do ponto central, a organização das idéias, o controle do filtro, a escolha das palavras, a afetação e tantos aspectos de que nunca vimos abordados antes e com tanta propriedade. Edificante!
E para coroar este evento maravilhoso, tivemos como pano de fundo a beleza da cidade de Florianópolis, que mesmo com tempo nublado nos proporcionou um espetáculo de paisagens deslumbrantes.
Nosso próximo objetivo agora será o 1º Congresso Internacional a acontecer na UNICAMP de 18 a 20 de novembro de 2011. Faça planos para estar presente e desfrutar de uma experiência como esta. Você não vai se arrepender!

Abaixo algumas fotos com grandes nomes que contribuíram com o alto nível do evento:

ANA REGINA CAMPELLO: Bibliotecária e pedagoga surda; doutoranda em Educação Inclusiva na UFSC; Ex-Presidente da FENEIS e militante da comunidade Surda há 30 anos; Atualmente, Professora Adjunta de Língua de Sinais Brasileira na UFSC.


JULIANA FERNANES DA SILVAIntérprete de Libras – UNICAMP


LELAND EMERSON MCCLEARY: Graduado em Letras/Inglês - Southwestern University e doutor em Linguística pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professor doutor da USP. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em linguística aplicada.


NELSON PIMENTA: Ator surdo, pesquisador de Língua de Sinais. Graduando em Cinema na Universidade Estácio de Sá, coordena as ações de teatro e expressão corporal da Arpef (Associação de Reabilitação e Pesquisa Fonoaudiológica), preside o ILSB (Instituto de Língua de Sinais Brasileira) e é professor de Teatro no Centro Educacional Pilar Velazquez.


RICARDO ERNANI SANDER: Presidente da FEBRAPILS


RONICE MÜLLER DE QUADROS: Doutora em Linguística e Letras pela Pontifícia Universidade Católica do RS – PUC. Professora, pesquisadora e coordenadora geral do curso Letras-Libras EaD da UFSC.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

REGULAMENTADA A PROFISSÃO DE TRADUTOR E INTÉRPRETE DE LÍNGUA DE SINAIS

Foi sancionada ontem e publicada hoje no Diário Oficial da União, a lei 12.319/2010, que regulamenta a profissão de Tradutor e Intérprete da Língua de Sinais Brasileira.

Há anos estávamos à espera da regulamentação do exercício de nossa profissão, que até então vinha sendo marginalizada pelo não reconhecimento. Desde a publicação do decreto 5626 em 22 de dezembro de 2005, esta espera se tornou mais confiante, e a expectativa de vê-la concretizada cada dia mais forte, sustentadas pelo capítulo V, nos artigos 17 ao 21 que regulamentam a “formação” do tradutor e intérprete, fato este, que já apontava para a regulamentação da profissão.

Tamanha foi a surpresa ao ouvir esta notícia de fonte fidedigna, e até por acaso, quando nesta quinta-feira, em viagem para Curitiba, já me antecipando ao feriado, liguei o rádio a procura de uma estação que tocasse músicas para me entreter durante o trajeto, sem me dar conta de que naquele horário é transmitida “A Voz do Brasil”. Programa que a maioria dos brasileiros, lamentavelmente, não aprecia.

Como foi emocionante saber disso quase que em primeira mão! Mas, por outro lado, a impossibilidade de sair do carro e escrever este post me levava ao quase desespero. Não via a hora de chegar e poder divulgar esta notícia tão preciosa aos nossos olhos e, principalmente, às nossas mãos!

Se desejar, você pode fazer o download da Lei na íntegra AQUI.

terça-feira, 15 de junho de 2010

ENCICLOPÉDIA DA LÍNGUA DE SINAIS BRASILEIRA

A Enciclopédia da Língua de Sinais Brasileira: O Mundo do Surdo em Libras, com autoria de Fernando César Capovilla e Walkiria Duarte Raphael é composta por dezenove volumes e três CDs. Os volumes desta Enciclopédia de Libras documentam os sinais do universo do surdo brasileiro.

Para surpresa de muitos, já vem sendo publicado desde 2004, três anos depois do lançamento da primeira edição do Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue da Língua de Sinais Brasileira. Diferentemente do Dicionário, que traz os sinais de Libras arranjados por ordem alfabética dos verbetes, a Enciclopédia traz os sinais de Libras arranjados em campos semânticos como: educação, higiene e saúde, geografia e história, cidadania e política, comunicação, religião, eventos, palavras de função gramatical, artes visuais e assim por diante. Constitui, por isso, importante material para aprendizagem da Libras, para elaborar exercícios de conversação em Libras e para verter o currículo escolar para Libras. É um instrumento importante para a aquisição e desenvolvimento da Língua de Sinais e para a linguagem escrita de crianças e jovens surdos brasileiros, elemento indispensável para a adaptação e complementação dos currículos de educação infantil, ensino fundamental e médio.

Por outro lado, em sua forma computadorizada a Enciclopédia digital de Libras traz os sinais indexados por elementos quirêmicos de sua estrutura sublexical, tais como a configuração da mão, o ponto de articulação, a orientação da palma, o movimento, e a expressão facial associada, o que permite ao surdo prescindir do conhecimento do Português para localizar qualquer sinal de Libras, e ser capaz de resgatar qualquer sinal a partir apenas dos elementos sublexicais da estrutura quirêmica do sinal em que está pensando. Desta forma, a Libras passou a poder ser efetivamente usada como metalinguagem para adquirir leitura e escrita alfabéticas do Português.

Até recentemente essa história de avanços sucessivos nas estratégias de indexação de sinais tinha apenas três capítulos: O primeiro, com a estratégia de ordenação alfabética de verbetes inaugurada pelo Dicionário; o segundo, com a estratégia de agrupamento dos sinais de Libras por campos semânticos que foi inaugurada pela Enciclopédia; e o terceiro com a estratégia de indexação quirêmica dos sinais que foi inaugurada pela Enciclopédia Digital. O quarto e talvez o último capítulo dessa saga, está sendo escrito agora, com a estratégia de indexação dos sinais de Libras pelos elementos da estrutura morfêmica desses sinais.

Essa estratégia combina as vantagens de um sistema de indexação linguística (i.e., facilidade de classificar informação, ou seja, de armazenamento e recuperação de sinais) com as vantagens de um sistema semanticamente orientado (i.e., facilidade no acesso intuitivo e uso pragmático dos sinais). Como os morfemas são as menores unidades de significado empregadas num dado sistema linguístico, uma indexação de sinais baseada na estrutura morfêmica seria altamente vantajosa, pois os morfemas de sinais, ao mesmo tempo em que codificam significados recombinativos específicos, são eles próprios compostos de fonemas (ou no caso de sinais, de quiremas) que são as menores unidades mínimas formais capazes de distinguir entre dois itens lexicais discretos, no caso, entre dois sinais.

Se eficiente, essa indexação poderá, no futuro, ser empregada como interface para o resgate eficiente de sinais em tempo real durante conversações empregando sistemas de comunicação entre surdos e ouvintes, e de telecomunicação cifrada entre surdos estrangeiros com diferentes línguas de sinais (Capovilla et. al., 2003; Capovilla, Duduchi et al., 2006; Duduchi & Capovilla, 2006).

Saiba como adquirir a Enciclopédia da Língua de Sinais Brasileira: O Mundo do Surdo em Libras, clicando AQUI.